Inteligência Artificial

Muse Spark é o primeiro modelo do laboratório de superinteligência da Meta

Muse Spark é o primeiro modelo do laboratório de superinteligência da Meta

Em 8 de abril de 2026, a Meta apresentou o Muse Spark, o primeiro modelo de inteligência artificial criado pelo Meta Superintelligence Labs. É o cérebro que passou a responder às perguntas feitas à Meta AI e a peça central da virada da empresa depois da recepção morna do Llama 4.

Em resumo

  • O Muse Spark é o primeiro modelo da nova família Muse, feito pelo laboratório de superinteligência da Meta.
  • Entende voz, texto e imagem e responde em texto.
  • Diferente do Llama, não foi liberado como código aberto.

De onde veio o Muse Spark

Em junho de 2025, Mark Zuckerberg criou o Meta Superintelligence Labs, um laboratório dedicado a modelos de ponta. Para comandar a área, a Meta trouxe Alexandr Wang, cofundador da Scale AI, em um negócio de 14,3 bilhões de dólares. O Muse Spark, apelidado internamente de Avocado, foi construído em cerca de nove meses, período em que a equipe refez do zero a forma de treinar os modelos.

Segundo a Meta, o resultado alcança sua capacidade de raciocínio usando mais de dez vezes menos poder de computação do que o Llama 4 Maverick, o modelo anterior de porte médio da empresa.

O que ele faz

O Muse Spark é um modelo multimodal. Isso significa que aceita foto, áudio e texto como pergunta. Dá para fotografar um prato e perguntar quantas porções o prato rende, ou mandar a imagem de uma planta e pedir cuidados. A resposta sempre vem por escrito.

  • Instant, o modo instantâneo, para respostas rápidas do dia a dia.
  • Thinking, o modo de raciocínio, para perguntas que pedem pensamento em etapas.
  • Modo de compras, que ajuda a comparar produtos e encontrar ofertas.
  • Contemplating, anunciado para tarefas difíceis, com vários agentes de IA trabalhando em paralelo.

A Meta destacou o desempenho em ciência, matemática e saúde, área que aparece como prioridade da empresa.

Onde dá para usar

O modelo estreou no aplicativo Meta AI e no site meta.ai, começando pelos Estados Unidos. A empresa anunciou a chegada gradual ao WhatsApp, ao Instagram, ao Facebook e ao Messenger. Todas as versões são gratuitas, com possíveis limites de uso.

O efeito apareceu rápido nos números. Na apresentação de resultados do segundo trimestre de 2026, Zuckerberg disse que o número de pessoas que conversam todos os dias com a Meta AI cresceu 60% desde a reconstrução do assistente com o Muse Spark.

A mudança de rota no código aberto

Durante anos, a Meta se apresentou como defensora da IA aberta com a família Llama, que podia ser baixada e adaptada por qualquer desenvolvedor. O Muse Spark quebrou esse padrão e saiu como modelo fechado. A empresa afirmou que pretende abrir versões futuras da família Muse, sem dar prazo.

Em avaliações independentes, o modelo ficou empatado em quarto lugar no índice da Artificial Analysis no lançamento. Alexandr Wang reconheceu publicamente que ainda havia arestas a aparar e disse que versões maiores estavam em desenvolvimento.

Um cuidado antes de usar

Tudo o que é enviado à Meta AI pode ser usado pela empresa de acordo com a política de privacidade da Meta, que impõe poucos limites. Vale evitar mandar documentos, exames médicos ou fotos com dados pessoais.